Inaugurada em outubro de 2011, pela Secretaria do Ambiente, a Fábrica Verde tem o objetivo de transformar lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para jovens moradores de comunidades pacificadas pelo Governo do Estado, com a implantação de UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras).
A primeira Fábrica Verde foi instalada nos arredores do Complexo do Alemão. Em junho 2012, foi inaugurada a segunda Fábrica Verde, na Rocinha. Os alunos aprendem a reciclar computadores, monitores e impressoras usados, se especializando em montagem e manutenção desses aparelhos.
Pelo período de dois anos, 720 jovens das comunidades da região receberão capacitação. A cada três máquinas doadas por moradores e empresas públicas e privadas, os jovens produzem um computador em condição de uso, que em geral é doado para telecentros comunitários.
Em agosto de 2012, houve outro avanço do projeto da Fábrica Verde, com o lançamento, nos pilotis da Ala Kennedy da PUC-RJ, do primeiro ponto fixo de coleta de lixo eletrônico da Zona Sul, com a doação de dezenas de peças de computadores, incluindo 12 monitores; entregues por funcionários e estudantes. Um dos doadores foi a escola de samba Acadêmicos da Rocinha.
Desde o seu lançamento, a Fábrica Verde recebeu cerca de dez toneladas de lixo eletrônico, que serve de insumo para o projeto, capacitando 360 jovens do Alemão e outros 120 da Rocinha.
As turmas da Fábrica Verde são trimestrais, reunindo 120 alunos, que recebem uma bolsa no valor de R$ 120 cada. Só podem se inscrever pessoas que tenham de 17 a 29 anos e que estejam cursando ou tenham terminado o ensino médio.
Até o final do curso, dos 720 jovens capacitados, 12 serão selecionados para atuar como monitores em telecentros do estado, com remuneração inicial de um salário mínimo. Além disso, 2.000 computadores serão recuperados, com o estado deixando de gastar, em média, R$ 6 milhões em novas máquinas.
Poluição ambiental
Ao ser descartado em locais inadequados, o lixo eletrônico contamina a natureza, pois em sua composição há metais pesados como cádmio e chumbo. O projeto da SEA estimula também a logística reversa, processo previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio do qual o fabricante se compromete com o destino final do produto que vende. Empresas que doam microcomputadores recebem em troca o selo verde do projeto.
As Fábricas Verdes se tornaram, no Rio de Janeiro, pontos de destaque de coleta e reciclagem de produtos eletrônicos usados, a partir de doações. A Superintendência de Território e Cidadania (STC), da SEA, montará a próxima Fábrica Verde na comunidade do Salgueiro, na Tijuca, na Zona Norte.
Outros projetos sustentáveis serão implantados em comunidades pacificadas. Em outubro de 2012, serão promovidas as aulas inaugurais do Projeto Comunidades Verdes. O projeto é outra iniciativa da Superintendência de Território e Cidadania, com o Iser (Instituto de Estudos da Religião).
As aulas inaugurais do curso Manejo Agroecológico de Viveiros de Mudas para Hortas, Jardins e Recuperação Ambiental serão realizadas nas comunidades do Jardim Batan, Casinhas (no Alemão), Morro da Formiga e Morro do Fogueteiro.
Ao todo, o curso terá duração de quatro meses, com aulas três vezes por semana.
O Comunidades Verdes é um projeto socioambiental que tem como objetivo contribuir para a melhoria do microclima e dos aspectos paisagísticos de comunidades pacificadas, além de promover alternativas de geração de renda para moradores, a partir do aprendizado de técnicas de plantio de mudas.
Até dezembro de 2012, será lançado o projeto Ecomoda na Mangueira, na Zona Norte. A partir de materiais utilizados em desfiles da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, jovens serão capacitados na fabricação de roupas e adereços de moda.
Após curso de especialização, os alunos inscritos estarão aptos a transformar pedaços de tecidos usados em peças de roupas que, posteriormente, serão comercializadas. A verba obtida com a venda desses produtos será revertida para a própria comunidade. |